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POR QUE APARECEM AS TENDINOSES ? POR QUE ROMPE O TENDÃO ?
FICAR A CONHECER
O TENDÃO
Os tendões são
estruturas que por estabelecerem a ligação entre a massa muscular contráctil
e o osso, são quase inextensíveis, muito resistentes às forças de tracção e
variam em comprimento e espessura, consoante as suas localizações anatómicas
e o grau de treino do indivíduo.
Vascularizados por pequenas arteriolas,
dispostas longitudinalmente a partir dos músculos adjacentes, a que se juntam
pequenos vasos que emanam do tecido conjuntivo vizinho ou das bainhas da
sinovial, tomam uma cor muito característica esbranquiçada, quando se inicia
o processo de doença, que resulta como é lógico, de uma deficiente vascularização. A
nível do local de inserção óssea, as artérias dispõem-se
transversalmente, não existindo uma certeza de circulação directa entre o
osso e o tendão e vice-versa. Este facto conduz a enormes problemas
terapêuticos aquando da sua lesão. Após
o nascimento do indivíduo, o crescimento do tendão faz-se por aposição
intersticial, sendo máximo ao nível da sua união com o músculo. É nessa
junção miotendinosa, que parece haver o crescimento
máximo por volta dos 20 anos, sendo a partir dos 30, que vão ter inicio as
primeiras alterações degenerativas ( tendinose do desportista veterano ) . Nos
locais sujeitos a grandes forças de pressão e naturalmente ao atrito, as
bainhas sinoviais tem um papel fundamental na dissipação do mesmo, em
particular entre o sistema esquelético ( passivo ) e
o sistema muscular ( activo ). Através do
tendão, torna-se possível a harmonização e complexidade do gesto. TENDINOSE ( “
TENDINITE “ é designação inadequada ) Define-se
tendinose como o processo resultante da inflamação
de um tendão, sendo a tenosinovite a inflamação do
tendão e estrutura envolvente. Esta definição parece demasiado genérica
quando se considera que os tendões mais volumosos como o de Aquiles, têm uma
verdadeira estrutura sinovial envolvente e densas fibras de tecidos de
ligação que tem pouca vascularização intrínseca e
assim estão predispostos a um processo inflamatório reaccional. Os tendões
estão envolvidos pelo peritendineum, tecido
conjuntivo e elemento de separação que corre entre as fibras do tendão,
como já se disse.. É este tecido do peritendineum que possui a “ força “ de resposta a um
processo inflamatório, peritendinite. Contudo
tem sido referido que muitas vezes as rupturas do tendão são precedidas por
episódios recorrentes de peritendinites. Nestes
casos não só ocorre um processo inflamatório no peritendão
mas também ocorrem alterações degenerativas no próprio tendão. Recentemente
define-se esta situação de peritendinite como tendinose. O termo Tendinose
descreve melhor estas últimas mudanças patológicas a nível do tendão, pelo
que o termo Tendinite já não está em uso.
Nas situações agudas em que o processo inflamatório da bainha do tendão,
desencadeia defesa local, dor na mobilização activa, crepitação e impotência
funcional, o termo a utilizar é Tenovaginite. POR
QUE ROMPE O TENDÃO ? O
tendão é uma estrutura fibrosa muito resistente, que raramente rompe em
condições normais. São
muito raras as situações de rotura total em tendões isentos de qualquer
patologia e no desportista jovem, são normalmente fruto de movimentos brutais
e mal coordenados, provocados por alterações imprevistas e súbitas no gesto
desportivo, tal como no caso das quedas nos saltadores, nos esquiadores, nos
basquetebolistas, andebolistas, futebolistas, etc. A
rotura dá-se no tendão quando este se encontra sob exagerada tensão,
provocada pela contracção vigorosa do músculo que serve, ao sofrer uma força
violenta de estiramento. A
nível dos jovens, este mecanismo normalmente produz uma lesão muscular ou uma
fractura por arrancamento da inserção tendinosa, enquanto que nos
desportistas veteranos sucede o contrário, sendo fundamentalmente envolvido o
tendão, ( processo de involução e degenerescência
natural das estruturas tendinosas a partir dos 30 anos ).
Resumindo, a
rotura do tendão acontece por trauma agudo ( laceração
) ou por uso excessivo.
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