


Pé de atleta é a designação comum de um
conjunto clinicamente diversificado de infecções fúngicas que, frequentemente, afectam
os pés dos desportistas. Em termos médicos é a tinea pedis.

O equilibrio ecológico da área cutânea correspondente
aos pés é, em grande numero de situações, bastante precário. As particularidades
morfológicas dos pés, i.e., a existência de multiplas pregas interdigitais, acrescidas
das caracteristicas oclusivas da maioria do calçado desportivo, geram in situ um
microclima especifico, conducente a uma grande vulnerabilidade às infecções e aos
agentes físicos e quimicos. Os pés são áreas cutaneas constantemente submetidas à
acção do calor e humidade. Estes dois factores para além de costituirem o substractum
básico para a colonização e desenvolvimento dos fungos, promovem localmente a
maceração e fissuração da pele, o que facilita a acção dos enzimas proteolíticos
dos dermatófilos, e consequentemente a sua penetração na camada córnea. A partir daí,
estão reunidas as condições necessárias para a instalação da infecção fúngica.

Andebol, atletismo ( e outros desportos de pista ),
basquetebol, ciclismo, esqui, futebol, footing, natação, râguebi, squash, ténis,
voleibol, etc..

Considerando a região topográfica dos pés , existe um
grande número de dermatoses de localização plantar, que constituem diagnósticos
diferenciais com o pé de atleta, de que são exemplos :os eczemas, a psoríase, as
piodermites, a dermatose plantar juvenil, a queratolísis punctata, a desidrose, a
pseudocromohidrose, a epidermólise bolhosa adquirida do adulto, etc.. Esta grande
variedade de doenças, aconselha alguma prudência na definição dos diagnósticos das
dermatoses plantares do desportista. Na realidade, nem tudo o que aparece nos pés de um
desportista é ... pé de atleta !. A observação por um dermatologista é, na maioria
dos casos, indispensável.

A prevenção do pé de atleta assenta em dois
principios :
1. Uso de calçado adequado. O calçado desportivo deve ser
arejado e bem adaptado à morfologia do pé. O importante é a utilização de meias de
algodão ( embebição do excesso de suor ).
2. Medidas higiénicas. Uso de sapatilhas de banho
próprias nas instalações sanitárias desportivas, secagem cuidadosa e repetida das
pregas intergiditais, e ainda, medidas profilácticas contra a sudação profusa (
antiperspirantes ).
3. Tratamento . Aplicação de manhã ou à noite de um
derivado do Imidazol ( por exemplo : Nizoral creme).
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