É um processo patológico, localizado aos dentes, de origem externa, que se manifesta depois da sua erupção e consiste no amolecimento progressivo dos tecidos duros dos dentes e evolui para a formação de uma cavidade.

            É a doença de maior prevalência nas sociedades industrializadas, sendo a ingestão frequente de hidratos de carbono ( açucares ) o grande responsável.

            Trata-se de uma doença da civilização, que resulta de excessos e não de carências e  ao contrário da ideia generalizada, não é uma doença por carência de cálcio.

            A cárie não afecta apenas a saúde oral, por vezes atinge órgãos e tecidos à distância, podendo ser responsável por infecções que envolvem o coração, os olhos, os rins, as articulações e os tendões.

            É significativa a associação de artrites, tendinites e outras doenças osteoarticulares, com a existência de cáries dentárias e que são com frequência, refractárias ao tratamento.

            É evidente que uma cavidade oral em bom estado não contribui para uma melhoria da performance atlética, no entanto, a mesma cavidade oral em mau estado, já poderá contribuir para que a mesma performance, não seja atingida.

 

É complexa e resulta fundamentalmente da inter-relação de 3 factores principais.

           

  1. HOSPEDEIRO

            Há uma evidente susceptibilidade individual

  1. PELÍCULA OU PLACA BACTERIANA

Restos alimentares e microflora oral, que se encontram aderentes ás superfícies dentárias e não destacáveis pela simples lavagem ( bochechar )

  1. HIDRATOS DE CARBONO

Os efeitos nocivos dos açúcares não dependem tanto da sua quantidade  ( ao contrário de outras doenças ) mas da frequência da sua ingestão e são mais nocivos ainda se ingeridos no intervalo das refeições, ou á noite, dada a diminuição do fluxo salivar       ( importante mecanismo de defesa ) durante este período. 

1.      HIGIENE ORAL

Nenhum método é eficaz se não for associado a uma rigorosa higiene oral.

Escovagem dos dentes após qualquer refeição.

Técnica correcta de escovagem, com escova macia e dentífricos não abrasivos.

Uso de fio dental para os espaços interdentários

2.      CUIDADOS ALIMENTARES

Racionalização no consumo de hidratos de carbono, sobretudo dos açucares de uso corrente, não esquecendo a frequência e duração de contacto com os dentes são factores capitais.

3.      UTILIZAÇÃO COMBINADA DE FLUORETOS

Utilização sistémica de flúor gotas ou comprimidos, sobretudo nas crianças até aos 12 / 13 anos.

4.      UTILIZAÇÃO TÓPICA DE FLÚOR

Utilização domiciliária na forma de dentífricos, soluções ou sais.

Utilização por profissionais, o ideal serão 2 aplicações por ano e em pessoas com elevado índice de cárie, 3 a 4 aplicações por ano.

Tem-se hoje como certo que o flúor em doses fracas leva a uma diminuição da cárie, porém não a suprime, não se podendo admitir que é a sua falta a causa da cárie dentária.

MUITO IMPORTANTE É A OBSERVAÇÃO PERIÓDICA DA CAVIDADE ORAL POR UM DENTISTA, DEVENDO O PROCEDIMENTO EFECTUAR-SE SEMPRE NO INICIO DE CADA ÉPOCA DESPORTIVA







Ultima actualização: 5/9/2005
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