A utilização da bicicleta estática, como atitude complementar a um protocolo terapêutico, definido para determinadas patologias do joelho ou do tornozelo dos atletas, decorre fundamentalmente do facto de se poder desenvolver movimento articular e adjacente, sem praticamente se colocar carga em qualquer das referidas articulações.
O joelho e o tornozelo, são articulações de bastante amplitude de movimento e também de extensas superfícies de contacto, recobertas por cartilagem.
A cartilagem é um tecido particular, que necessita para manter a sua troficidade, de permanente lubrificação por parte de um liquido natural visco-elástico, designado de “ liquido sinovial “ mas e também, de movimento com maiores ou menores gradientes de carga, de modo a que este líquido consiga nutrir a cartilagem.
Assim e em termos de adjuvante terapêutico, a bicicleta estática logra permitir que qualquer das articulações expressas, beneficie de mobilização activa assistida, com os arcos de amplitude mais adequados e também com as cargas mais favoráveis, pré estabelecidas.
O objectivo principal do uso da bicicleta estática nestes termos, é a manutenção ou a revitalização da cartilagem articular, em particular nas áreas de contacto entre as respectivas superfícies.
Nas situações em que se pretende apenas fazer a manutenção da cartilagem em particular da rótula e do fémur ( tróclea ), deve-se utilizar a bicicleta estática com uma carga reduzida nos pedais e sempre com o selim o mais elevado possível, de modo a que os joelhos atinjam a extensão completa, quando os pés actuam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ) .
Quando o joelho apresenta doença da cartilagem, ou quando se encontra no período de pós operatório de condroplastia ou de auto-transplante de cartilagem, de remodelação meniscal, ou até mesmo de reconstituição do ligamento cruzado anterior, é obrigatório utilizar a bicicleta estática, sem qualquer carga nos pedais e sempre com o selim ( assento ) o mais elevado possível, de modo a que os joelhos consigam a extensão completa, quando os pés actuam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Nas situações em que se apresenta doença da cartilagem, a sua utilização deverá efectuar-se sempre que possível, logo no inicio do dia, e imediatamente após o levantar ( antes do banho matinal ), de modo a minimizar as consequências da imobilização do período do repouso nocturno.
Em ambos os casos, dez minutos a pedalar, sempre de modo muito lento e suave, são suficientes para atingir os objectivos da bicicleta estática.
Quando se pretende apenas fazer a manutenção da cartilagem, em particular da tibio-társica, deve-se utilizar a bicicleta estática com uma carga bastante reduzida nos pedais e com o selim bastante elevado, de modo a que se consiga atingir quase a extensão completa dos joelhos, quando os pés se apoiam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Quando a tibio-társica apresenta doença da cartilagem, ou quando se encontra no período de pós operatório de condroplastia ou de auto-transplante de cartilagem no talus, de reparação ligamentar ou de osteosintese de fractura maleolar, é obrigatório utilizar a bicicleta estática, sem qualquer carga nos pedais e sempre com o selim ( assento ) o mais elevado possível, de modo a que os joelhos consigam a extensão completa, quando os pés actuam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Nestas situações em que se apresenta doença da cartilagem, a sua utilização deverá efectuar-se sempre que possível logo no inicio do dia, e imediatamente após o levantar ( antes do banho matinal ), de modo a minimizar as consequências da imobilização do período do repouso nocturno.
Em ambos os casos, dez minutos a pedalar, sempre de modo muito lento e suave, são suficientes para atingir os objectivos da bicicleta estática.
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