

Este novo método de imagem aproveita as propriedades
naturais dos átomos existentes no corpo humano para criar uma imagem diagnóstica. É por
isso um método inócuo que não utiliza radiação ionizante como acontece com os raios X
que são a fonte da imagem por exemplo da Tomografia Computorizada. A imagem por
Ressonância Magnética explora a mini-magnetização natural do átomo mais abundante do
corpo humano, o hidrogénio o qual contém apenas um protão e apresenta por isso um
pequeno momento magnético. O contraste entre os diversos tecidos do corpo humano (
normais e patológicos ) é assim criado em função do número de átomos de hidrogénio
existentes num determinado tecido e do meio onde se encontram. São hoje muito diversas as
aplicações clinicas da Ressonância Magnética destacando-se entre as mais importantes o
estudo do crâneo, coluna e do sistema musculo-esquelético.
Os exames do joelho são dos mais requisitados porque
permitem explorar directamente de uma forma totalmente não invasiva as estruturas
complexas desta articulação : meniscos, ligamentos, cartilagem articular, sinovial e as
estruturas ósseas. Até ao aparecimento da Ressonância Magnética o estudo do joelho era
complexo implicando na esmagadora dos casos o recurso à artrografia ( injecção de um
produto de contraste dentro da articulação ) o que não só não era totalmente isento
de riscos como também não permitia a visualização directa das estruturas
menisco-ligamentares. A leitura das radiografias era dificil exigindo experiência por
parte do observador e comportava muitos casos de diagnósticos falsos positivos e falsos
negativos. Assim, a Ressonância Magnética veio modificar totalmente a estratégia de
estudo desta articulação fornecendo informações ao cirurgião que lhe vieram permitir,
de forma fundamentada, a escolha da melhor opção terapêutica.
©1997 Olympica Internacional
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