Este novo método de imagem aproveita as propriedades naturais dos átomos existentes no corpo humano para criar uma imagem diagnóstica. É por isso um método inócuo que não utiliza radiação ionizante como acontece com os raios X que são a fonte da imagem por exemplo da Tomografia Computorizada. A imagem por Ressonância Magnética explora a mini-magnetização natural do átomo mais abundante do corpo humano, o hidrogénio o qual contém apenas um protão e apresenta por isso um pequeno momento magnético. O contraste entre os diversos tecidos do corpo humano ( normais e patológicos ) é assim criado em função do número de átomos de hidrogénio existentes num determinado tecido e do meio onde se encontram. São hoje muito diversas as aplicações clinicas da Ressonância Magnética destacando-se entre as mais importantes o estudo do crâneo, coluna e do sistema musculo-esquelético.

Os exames do joelho são dos mais requisitados porque permitem explorar directamente de uma forma totalmente não invasiva as estruturas complexas desta articulação : meniscos, ligamentos, cartilagem articular, sinovial e as estruturas ósseas. Até ao aparecimento da Ressonância Magnética o estudo do joelho era complexo implicando na esmagadora dos casos o recurso à artrografia ( injecção de um produto de contraste dentro da articulação ) o que não só não era totalmente isento de riscos como também não permitia a visualização directa das estruturas menisco-ligamentares. A leitura das radiografias era dificil exigindo experiência por parte do observador e comportava muitos casos de diagnósticos falsos positivos e falsos negativos. Assim, a Ressonância Magnética veio modificar totalmente a estratégia de estudo desta articulação fornecendo informações ao cirurgião que lhe vieram permitir, de forma fundamentada, a escolha da melhor opção terapêutica.








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Última alteração a 02-03-17