Cirurgia de dia ou Cirurgia de ambulatório
A conhecida frequente relutância do doente em ser internado para realizar um procedimento cirúrgico por mínimo que seja, a quase permanente reduzida disponibilidade hospitalar em leitos para instalar o doente na altura mais oportuna, o constante aumento significativo dos custos de permanência do doente no hospital ou clinica, a melhoria significativa nas técnicas e nos instrumentais cirúrgicos, o controlo quase a 100% da infecção, têm sido algumas das razões fundamentais, para que nos últimos vinte anos e por todo o mundo, se tenha vindo a desenvolver uma prática de actos cirúrgicos, que embora não inovadora de todo, se tem revelado como muito eficiente e ganho o aplauso de médicos cirurgiões, doentes e responsáveis da saúde.
A esta prática de cirurgia, em situações de variada qualidade e complexidade, mantendo-se para o efeito o doente, apenas algumas horas numa unidade hospitalar, chamamos de Cirurgia de dia ou Cirurgia de ambulatório .
Da generalidade das especialidades cirúrgicas, com toda a certeza a ortopedia, foi a que mais rapidamente iniciou a sua adopção e a que a ela se tem dedicado mais, na sua constante transformação.
De entre as áreas de trabalho da cirurgia ortopédica que se desenvolve na Diartro, a cirurgia artroscópica foi sem dúvida a primeira e como tal tem-se desenvolvido sempre e fundamentalmente, neste ambiente e é o seu paradigma. Com ele têm ganho experiência e concomitantemente a ele tem dado grande difusão e reformulação, beneficiado assim outros procedimentos da área ortopédica como a cirurgia, do túnel cárpico, da tenovaginite de DeQuervain, do dedo em gatilho, da epicondilite, da doença de Morton, do higroma do joelho e do cotovelo, do “ mallet finger “, do hallux valgus, da verruga plantar, etc.
Para a cirurgia ortopédica de ambulatório, o doente não necessita de longa permanência na clinica. Assim, desde que em consulta prévia se determine da conveniência da prática cirúrgica nesse regimen, o doente apresenta-se na unidade clinica apenas no dia da intervenção e normalmente 30 minutos antes da hora estipulada .
A preparação pré-operatória do membro em causa, é efectuada normalmente na véspera em casa e de acordo com instruções muito precisas fornecidas em protocolo próprio. Nesse mesmo dia, depois da intervenção cirúrgica e após ter recuperado durante aproximadamente 30 minutos da anestesia local a que foi sujeito, está normalmente em condições de regressar a casa.
Na altura da saída, recebe do cirurgião recomendações específicas e passa a ficar sob a protecção e vigilância da família, bem como do médico através do telefone.
Com o controlo posterior em consulta, o doente vê o seu problema rapidamente resolvido e sem ter sido necessário, na generalidade das situações, recorrer a mais de uma hora de permanência no ambiente da clinica cirúrgica.
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