A utilização da bicicleta estática, como atitude complementar a um protocolo terapêutico, definido para determinadas patologias do joelho ou até mesmo da anca ou do tornozelo, decorre fundamentalmente do facto de se poder desenvolver movimento articular e adjacente, sem praticamente se colocar carga em qualquer das referidas articulações.
A anca, o joelho e o tornozelo, são articulações de bastante amplitude de movimento e também de extensas superfícies de contacto, recobertas por cartilagem.
A cartilagem é um tecido particular, que necessita para manter a sua troficidade, de permanente lubrificação por parte de um liquido natural visco-elástico, designado de “ liquido sinovial “ mas e também, de movimento com maiores ou menores gradientes de carga, de modo a que este líquido consiga nutrir a cartilagem.
Assim e em termos de adjuvante terapêutico, a bicicleta estática logra permitir que qualquer das articulações expressas, beneficie de mobilização activa assistida, com os arcos de amplitude mais adequados e também com as cargas mais favoráveis, pré estabelecidas.
O objectivo principal do uso da bicicleta estática nestes termos, é a manutenção ou a revitalização da cartilagem articular, em particular nas áreas de contacto entre as respectivas superfícies.
Nas situações de simples manutenção da cartilagem, em que esta não apresenta qualquer compromisso da sua troficidade ( sem doença ), deve-se utilizar a bicicleta estática com uma carga muito reduzida nos pedais e sempre com o selim ( assento ) o mais elevado possível, de modo a que os joelhos consigam a extensão completa e os pés actuem nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ) . Regularmente, uma vez por semana, pode-se variar a altura do selim, baixando-o de modo a que os joelhos no máximo da sua flexão, consigam atingir um ângulo de cento e vinte, a cento e trinta graus.
Nas situações em que a anca apresenta doença da cartilagem, ou se encontra no período de recuperação de artroplastia total ou parcial, é obrigatório utilizar a bicicleta estática sem qualquer carga nos pedais e sempre com o selim ( assento ) o mais elevado possível, de modo a que os joelhos consigam a extensão completa e os pés actuem nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Nas situações de doença da cartilagem, a sua utilização deverá efectuar-se no inicio do dia e imediatamente após o levantar ( antes do banho matinal ).
Em ambos os casos, dez minutos a pedalar, sempre muito lentamente, são suficientes para atingir os objectivos da bicicleta estática.
Nas situações em que se pretende apenas fazer a manutenção da cartilagem em particular da rótula e do fémur ( tróclea ), deve-se utilizar a bicicleta estática com uma carga reduzida nos pedais e sempre com o selim o mais elevado possível, de modo a que os joelhos atinjam a extensão completa, quando os pés actuam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ) .
Quando o joelho apresenta doença da cartilagem, ou quando se encontra no período de pós operatório de condroplastia ou de auto-transplante de cartilagem, de remodelação meniscal, ou até mesmo de reconstituição do ligamento cruzado anterior, é obrigatório utilizar a bicicleta estática, sem qualquer carga nos pedais e sempre com o selim ( assento ) o mais elevado possível, de modo a que os joelhos consigam a extensão completa, quando os pés actuam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Nas situações em que se apresenta doença da cartilagem, a sua utilização deverá efectuar-se sempre que possível, logo no inicio do dia, e imediatamente após o levantar ( antes do banho matinal ), de modo a minimizar as consequências da imobilização do período do repouso nocturno.
Em ambos os casos, dez minutos a pedalar, sempre de modo muito lento e suave, são suficientes para atingir os objectivos da bicicleta estática.
Quando se pretende apenas fazer a manutenção da cartilagem, em particular da tibio-társica, deve-se utilizar a bicicleta estática com uma carga bastante reduzida nos pedais e com o selim bastante elevado, de modo a que se consiga atingir quase a extensão completa dos joelhos, quando os pés se apoiam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Quando a tibio-társica apresenta doença da cartilagem, ou quando se encontra no período de pós operatório de condroplastia ou de auto-transplante de cartilagem no talus, de reparação ligamentar ou de osteosintese de fractura maleolar, é obrigatório utilizar a bicicleta estática, sem qualquer carga nos pedais e sempre com o selim ( assento ) o mais elevado possível, de modo a que os joelhos consigam a extensão completa, quando os pés actuam nos pedais, apenas com a parte anterior ( base plantar dos dedos ).
Nestas situações em que se apresenta doença da cartilagem, a sua utilização deverá efectuar-se sempre que possível logo no inicio do dia, e imediatamente após o levantar ( antes do banho matinal ), de modo a minimizar as consequências da imobilização do período do repouso nocturno.
Em ambos os casos, dez minutos a pedalar, sempre de modo muito lento e suave, são suficientes para atingir os objectivos da bicicleta estática.
| Página alojada e assistida por Alternet
- Comunicações Alternativas Lda Última alteração a 02-03-17 |