
A frequente relutância do doente , em ser
internado para realizar um procedimento cirurgico, por minimo que seja,
a reduzida disponibilidade
hospitalar em leitos, para instalar o doente na altura mais oportuna, o
aumento significativo dos custos de permanência do doente no hospital,
a melhoria significativa nas técnicas e instrumentais cirurgicos ,
o controlo quase a 100% da infecção, terão
sido algumas das razões fundamentais, para que nos últimos anos, por todo
o mundo, se tenha vindo a desenvolver uma prática de actos cirurgicos,
que embora não inovadora de todo,
se têm manifestado como muito eficiente e ganho o aplauso de médicos, doentes
e responsáveis da saúde.
A esta prática de cirurgia, em situações de variada
qualidade e complexidade, mantendo-se para o efeito o doente, apenas algumas horas
internado numa clinica ou hospital, chama-se Cirurgia de dia ou Cirurgia de Ambulatório.
A Artroscopia e a Cirurgia Artroscópica, desenvolvem-se
fundamentalmente neste ambiente e se dele muito vieram a beneficiar, também a ele têm
dado grande difusão e reformulação.
Para a Artroscopia ou Cirurgia Artroscópica, o doente não
necessita pois, de longa permanência no hospital. Assim, desde que em consulta prévia se
tenha determinado da conveniência da prática de tratamento por técnica artroscópica, o
doente apresentar-se-á na clinica apenas no dia da intervenção. A preparação
pré-operatória do membro em causa, foi efectuada na véspera, em casa e de acordo com
instruções muito precisas fornecidas em protocolo próprio. Nesse mesmo dia, depois da
intervenção cirurgica e após ter recuperado, durante 3 a 4 horas, da anestesia local a que foi sujeito, está normalmente em
condições de regressar a casa.
Na altura da saída, recebe do anestesista e do cirurgião
algumas recomendações e passa a ficar sob protecção da família, bem como do médico
através do telefone.
Com o controlo posterior, em ambulatório, o doente vê o
seu problema rapidamente resolvido e sem ter sido necessário recorrer a mais de 12 horas
de internamento.