Na presente apresentação, aborda-se o tratamento artroscópico das fracturas do menisco em Cirurgia de dia.

A artroscopia e a do joelho mais particularmente, é hoje encarada de modo totalmente diferente do que era há mais de 10 anos atrás, pois que, se então ela apenas era utilizada para completar ou até fazer o diagnóstico, no momento actual ela é quase que exclusivamente praticada para e no seguimento do seu contributo diagnóstico, resolver as situações apresentadas.

Na actualidade, poderemos mesmo afirmar, não haver nenhum cirurgião ortopédico, a deixar o envolvimento artroscópico de um joelho, a meio, ou seja, limitar-se ao diagnóstico, pois que com o instrumental cirúrgico disponivel, na quase generalidade dos casos tem já a possibilidade de executar por via e controlo artroscópico e de imediato o tratamento cirurgico.

 

Desde o seu inicio , tem-se incluido no âmbito da cirurgia artroscópica do joelho, o tratamento das fracturas do menisco.

No momento presente do desenvolvimento deste tipo de cirurgia, praticam-se habitualmente dois procedimentos a remodelação e a reparação meniscais.

Apresentaremos apenas as noções base da cirurgia de remodelação.

A abordagem intra-articular dos meniscos, para remodelação, faz-se quase que exclusivamente, pelas designadas vias antero-interna e antero - externa (em relação à rotula), com incisões na pele e cápsula articular, de 4 mm, após se ter feito nessas áreas da pele, pequenas infiltrações de 2 c.c. de anestésico local.

A primeira destas vias, permite-nos a passagem e manipulação do artroscópio e sua cânula aferente de irragação. A segunda, dá acesso aos instrumentos cirurgicos - sonda de palpação, pinça cesto, pinça de menisco, bisturi, shaver, etc. - bem como, através da cânula eferente de irrigação, de 5 mm, aí colocada, permite a evacuação do soro fisiológico e fragmentos meniscais e outros, por ele arrastados.Só excepcionalmente se utiliza uma terceira via, que costuma ser interna. Para se proceder à anestesia intra-articular, que vai permitir afinal a realização da intervenção cirurgica, utilizam-se 40 c.c. de liquido anestésico que se introduzem logo no inicio, pela cânula do artroscópio, de modo a tornar todo o interior da articulação, completamente insensivel e consequente indolor durante o acto operatório.

Basicamente as lesões meniscais podem ser de três tipos: Longitudinais, Obliquas e Horizontais. No entanto, é bastante frequente haver formas mistas, como morfologia muito variada e complexa.

Em qualquer das situações, no entanto, a remodelação deve obedecer ao mesmo principio - fazer-se uma ressecção do tecido meniscal anormal ou anormalmente móvel, o mais precisa, bem como o mais limitada possivel.

Para a remodelação meniscal, o cirurgião serve-se fundamentalmente de uma pinça - pinça cesto - para com ela morder com regularidade as áreas de cartilagem meniscal deterioradas e assim conseguir redefinir um novo bordo interno para o menisco, regular e sem soluções de continuidade. Os pequenos fragmentos resultantes são expulsos para o exterior, como já se disse, através da cânula de drenagem e arrastados pela corrente constante de irrigação.

A finalizar a remodelação do menisco, e para limpar algumas irregularidades, utiliza-se um instrumento motorizado - shaver - com o qual se consegue um perfil ainda mais fino e regular.

O menisco, com este procedimento é assim preservado ao máximo, na sua área e consequentemente pode conferir uma melhor estabilidade ao joelho.

Após o acto cirurgico, o interior do joelho é lavado abundantemente com soro fisiológico, para que não fiquem retidos quaisquer fragmentos e de seguida é feita uma inspecção cuidada e final, com o artroscópio.

As vias de acesso, são protegidas com pequenas compressas e termina-se o envolvimento artroscópico com a aplicação de um penso compressivo sobre todo o joelho.

Com a remodelação artroscópica do menisco, a agressão cirurgica do joelho é minima, podendo assim o doente ter a possibilidade de, passadas algumas horas, iniciar a sua recuperação funcional e após curto periodo de tempo - em geral 15 dias - retomar a sua normal actividade.








©1997 Olympica Internacional

Página alojada e assistida por Alternet - Comunicações Alternativas Lda
Última alteração a 02-03-17